Ensino afetivo: o que é e como pode ser realizado?


Ensino afetivo

Conquistar e envolver os alunos ao longo do processo de aprendizagem, definitivamente, não é tarefa fácil. Mas, na missão de estimulá-los de maneira consistente, o ensino afetivo pode oferecer grandes contribuições. Como, por exemplo, estreitar e fortalecer a relação com os docentes, criar gosto pelas lições e reduzir as possibilidades de evasão. 

É importante destacar que a pedagogia do afeto ajuda a desenvolver competências como respeito, responsabilidade, cidadania, inteligência emocional e criatividade. Essa maneira de educar equilibra as exigências acadêmicas com valores humanos. Desse modo, potencializa a aprendizagem e a torna muito mais significativa tanto na vida dos alunos, quanto também na vida dos professores.

Acompanhe o artigo de hoje e fique por dentro!

Afinal, o que é ensino afetivo?

Diferentemente de uma educação meramente instrutiva ou técnica, o ensino afetivo busca construir relações de afeto que contribuam para o desenvolvimento, sobretudo, dos estudantes. Contudo, não somente no que diz respeito ao desempenho escolar. Mas também com relação ao crescimento dos envolvidos enquanto seres humanos.

Portanto, podemos dizer que trata-se de uma proposta mais integrativa, na qual os contextos particulares dos estudantes são considerados com mais atenção e dedicação. É estabelecida uma inter-relação justaposta entre os aspectos cognitivos, emocionais e afetivos.

Entretanto, para que tudo isso aconteça, o papel do professor é crucial. Ele tem de estar totalmente engajado com essa pedagogia, a fim de fazer com que o aluno se sinta respeitado, escutado e valorizado. Por isso, é certo observar que as aulas não podem ser conduzidas de forma mecânica e meramente expositivas.

Como praticar o afeto na educação escolar?

O ensino afetivo não tem a ver somente com o contato físico que se expressa, por exemplo, por meio de beijos e abraços. Ele vai muito além disso e não depende desses gestos para que exista.

O afeto está muito mais na disposição para ouvir, para se colocar no lugar do outro e oferecer ajuda, independentemente da natureza do problema. Assim, é essencial que a escola promova espaços adequados de escuta aos estudantes. Eles precisam sentir que são importantes, que suas opiniões têm valor e que podem levantar a mão para pedir auxílio. O próprio layout das salas de aula pode contribuir para a troca de ideias e interação com os mestres.

Além disso, na pedagogia do afeto não há espaço para o bullying. O que deve exigir de cada instituição a criação de programas para combatê-lo. Todos precisam se sentir acolhidos e respeitados. Os profissionais têm de estar preparados para oferecer palavras e ações de incentivo, capazes de promover cada indivíduo e a comunidade escolar como um todo. Para tanto, faz toda a diferença que os conteúdos sejam coordenados e contextualizados com a realidade daquele local, daquelas pessoas.

Para finalizar, assinalamos aqui que não temos o objetivo de encerrar o tema. Mas queremos abrir as portas para novas perspectivas que possam transformar a sua instituição e as diversas vidas abrangidas por ela.

A fim de complementar a leitura, confira também nosso artigo sobre como estimular competências socioemocionais.