Saúde mental dos estudantes: por que esta é uma questão urgente?


Saúde mental dos estudates

Seja na infância, na juventude ou na vida adulta, estudar requer uma série de responsabilidades. Cada fase da vida apresenta os seus próprios desafios, os quais precisam ser administrados com a formação escolar. Além dos esforços comuns a essa jornada, os últimos anos trouxeram mudanças significativas que impactaram a saúde mental dos estudantes. Sobretudo por conta da pandemia da COVID-19.

De acordo com dados da 2ª pesquisa de adoção de aulas online, realizada pelo Semesp, 91,1% dos discentes do ensino superior particular, e 94,2% dos que estudam em instituições públicas, revelaram ter tido problemas de saúde mental ao longo da pandemia. Relataram também dificuldades para se concentrar nas aulas remotas. Feito em maio deste ano, o levantamento foi aplicado a mais de 2.900 alunos e 466 professores de todo o Brasil.

Impactos à saúde mental dos estudantes de todas as idades

Naturalmente, não foram apenas os universitários que foram confrontados pelo novo cenário. As crianças também sentiram o afastamento da convivência com os colegas e as adaptações feitas em casa para viabilizar o estudo à distância. Para os pequenos a criação de uma rotina consistente é fundamental ao seu desenvolvimento. Entretanto, ela precisou sofrer ajustes importantes em um curto período de tempo.

Já entre os vestibulandos e pré-vestibulandos as incertezas tomaram proporções ainda maiores. Pausas das aulas, provas reagendadas e até fechamento de cursos em algumas instituições. Tudo isso potencializou os níveis de ansiedade e estresse.

Estrutura familiar

As preocupações dos pais e o clima de tensão familiar são outros fatores que incidiram sobre a saúde mental dos estudantes. Nem todas as casas contavam, ou contam, com espaços e equipamentos adequados para as aulas remotas. Além disso, nem todos os responsáveis pelo lar tinham, ou têm, o tempo desejado para acompanhar os jovens em seu novo jeito de estudar. Os desafios abrangeram a todos!

No retorno presencial à escola, ou mesmo no modelo híbrido, mais uma vez, os alunos terão de se adaptar. Afinal, eles estarão frente a frente com o novo normal. Por isso, apoiá-los nesse momento também será indispensável. Os pais devem se manter atentos ao comportamento dos filhos, a fim de evitar pressões ou inseguranças que possam impactar tanto o desempenho escolar, quanto seu estado emocional.

Estrutura escolar

Muitas instituições ainda precisarão providenciar as condições corretas para o retorno dos alunos. Assim, deverão não só garantir os protocolos reforçados de saúde, como também desenvolver práticas de acolhimento capazes de tranquilizá-los e motivá-los.

O espaço físico é peça essencial nesse contexto. Portanto, tem de ser devidamente preparado para (re) acomodar os ocupantes com segurança, sem abandonar o conforto. Todas essas medidas ajudarão a criar um estado mental e emocional mais confiante, equilibrado e disposto para os estudos.

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Referências: Fundacred, IFSC, Hospital Santa Mônica, RadiogênciaNacional.