Competências socioemocionais: 3 dicas para a escola desenvolvê-las


Competências socioemocionais

Cada vez mais as instituições de ensino incorporam a compreensão de que o ser humano é um todo complexo, que precisa ser trabalhado como tal. Por isso, as escolas que visam oferecer uma formação integral têm buscado desenvolver com mais afinco as competências socioemocionais de seus alunos – o que independe da linha pedagógica praticada.

Tal orientação vai além dos conteúdos programáticos básicos, uma vez que engloba questões como o autoconhecimento e as relações interpessoais. Portanto, é necessário um cuidado mais atento, que exige dos profissionais um olhar diferenciado sobre cada jovem ou criança.

No post de hoje iremos relacionar algumas estratégias que propiciam esse tipo de trabalho. Acompanhe!

O que são competências socioemocionais e qual sua importância?

As emoções e as relações de afeto são partes essenciais da formação de um indivíduo. Saber como lidar com elas pode fazer toda diferença ao longo do processo de ensino-aprendizagem. Assim, é neste sentido que o desenvolvimento das competências socioemocionais caminha.

Por meio delas os alunos, e também os professores, se tornam capazes de gerenciar suas emoções com maior eficiência. E, desta forma, apresentar o equilíbrio necessário para enfrentar os desafios da vida. Outros resultados também podem ser percebidos. Alguns deles são: aumento da concentração, alcance de objetivos, segurança para a tomada de decisões e, claro, construção de relações sociais mais saudáveis.

É importante lembrar que as competências socioemocionais são utilizadas nas mais diversas situações do cotidiano. Embora dependam de experiências muito particulares e introspectivas, elas são compartilhadas, se refletindo na convivência com as pessoas ao redor. Outra característica é que elas podem ser aprendidas e ensinadas.

Mas como isto é possível? Veja a seguir dicas valiosas, sobretudo para aqueles que atuam na área da educação!

1. Crie um ambiente escolar aberto ao diálogo

Durante muitos anos, jovens e crianças passam boa parte de seu dia dentro da escola. Ali eles contemplam não apenas a programação formal, conduzida pelos professores, como também aprendem a conviver com pessoas vindas de diferentes realidades.

A escola pode (e deve) assumir um papel-chave neste contexto, conduzindo os estudantes a desenvolverem valores sólidos e vínculos de maneiras mais positivas. Porém, para tanto é imprescindível que a instituição promova um ambiente acolhedor, sensível e aberto ao diálogo. É fundamental que ela saiba ouvir seus alunos e os deixe à vontade para interagir, se expressar e exercer a criatividade.

Vale destacar que os materiais didáticos são apoios importantes, que podem estimular e potencializar experiências de aprendizados mais diversas, capazes de auxiliar a formação de cidadãos e seres humanos mais conscientes, equilibrados e felizes.

2. Pratique diferentes abordagens

Para bem desenvolver as competências socioemocionais é importante ir além das lições tradicionais. É preciso buscar englobar atividades diferenciadas, que provoquem a reflexão e a interação espontânea. Desta forma, promover momentos de descontração, incorporar objetos ou tecnologias diferentes dos habituais e explorar outros lugares são práticas muito bem-vindas. Isto não significa abrir mão do planejamento. Pelo contrário, ele deve estar sempre presente para que objetivos claros possam ser cumpridos. Entretanto, é preciso pensar além das aulas expositivas, dos materiais previstos e do ambiente de ensino já conhecido.

3. Esteja alinhado com a BNCC

As diretrizes contidas na BNCC – Base Nacional Comum Curricular representam um fator de grande relevância para a melhoria da educação no Brasil. Entre suas exigências está a inserção das competências socioemocionais nos currículos escolares. Portanto, é de sua importância conhecer e buscar alinhamento com os conceitos e práticas relacionados no documento. Ele traz uma dimensão mais ampla para a formação dos alunos, não apenas enquanto estudantes, mas também como cidadãos.

Quer saber mais sobre o tema? Então, leia nosso artigo com dicas de gestão emocional na escola!

Referências: Diário Escola, Sistema Máxi, Blog SAS Educação, IBND.